Incêndio na Suíça. Bar não era alvo de inspeções periódicas há cinco anos

Segundo o presidente da Câmara de Crans-Montana, não foram realizadas inspeções de segurança no período entre 2020 e 2025 no bar Constellation, na estância de esqui suíça de Crans-Montana.

Joana Raposo Santos - RTP /
Foto: Umit Bektas - Reuters

O município suíço de Crans-Montana avançou esta terça-feira que houve uma "falha" nas inspeções periódicas de segurança no bar destruído por um incêndio numa festa de ano novo. O incidente causou 40 vítimas mortais, entre as quais uma portuguesa, e mais de uma centena de feridos.

"As inspeções periódicas não foram realizadas entre 2020 e 2025. Lamentamos profundamente", declarou o autarca de Crans-Montana, Nicolas Féraud, durante uma conferência de imprensa na estância alpina, sem explicar por que razão as inspeções não foram realizadas.

O presidente da Câmara esclareceu ainda que, antes desta tragédia, a autarquia não teve "qualquer indicação de que as verificações [de segurança] não tivessem sido feitas". O último relatório de segurança, realizado em 2019, foi "positivo", não mencionando quaisquer problemas com o bar.

Segundo Nicolas Féraud, em Crans-Montana é obrigatório realizar inspeções de incêndio em bares todos os anos, o que não aconteceu com o bar Constellation.

O autarca adiantou que as autoridades municipais encerraram entretanto outro estabelecimento que também era operado pelos gerentes do Constellation.

Ainda segundo este responsável, para as dimensões do bar em questão não era obrigatória a existência de um alarme de incêndio.

"Não se coloca a questão de uma demissão" devido ao incêndio na noite da passagem de ano, acrescentou Féraud. "Não abandonamos um navio no meio de uma tempestade".

Na segunda-feira, a polícia do cantão de Valais anunciou que todos os 40 mortos e 116 feridos no incêndio já foram identificados. Uma portuguesa morreu e outra ficou ferida.

A procuradora-geral de Valais, Beatrice Pilloud, avançou no dia 2 que o incêndio deverá ter começado com dispositivos pirotécnicos “colocados em garrafas de champanhe que foram aproximadas do teto”.

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